Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Em tudo na vida há um princípio e um fim...

A era de Paulo Bento acabou, melhor, já devia ter acabado no fim da época passada onde nos últimos jogos o cansaço era evidente. O cansaço táctico é por demais evidente neste Sporting. E no início da época foi incontestável que nada se fez para eliminar os diversos calcanhares de Aquiles.
Este Sporting tem muitos problemas desde uma direcção com um Bettencourt muito mais fraco do que eu pensava, um Paulo Bento que devia perceber que teve o seu tempo, de extrema utilidade numa determinada fase é verdade, mas que agora funciona mais como empecilho da estrutura técnica. Admito que Paulo Bento tenha um papel importante na formação de jogadores e no seu carácter mas isso não é suficiente para ser treinador principal de um clube como o Sporting. Tacticamente é uma nulidade e as carências do plantel formado por si sempre foram muito expostas e a culpa não pode ser só dinheiro ou a falta dele. A culpa não é certamente somente do Paulo Bento. Mas é a suficiente para continuar a vida noutro lado.
O Sporting pode e deve continuar a formar jogadores mas para auxiliar a formar um plantel de qualidade e não como uma quase exclusividade. Se só há formados quem são os formadores? As referências no clube são miúdos de 20 anos. É improvável que em momentos difíceis miúdos de 20 anos tenham cabeça fria. Como se justifica contratações como Angulo e a continuidade de jogadores de fraca qualidade como Pedro Silva, André Marques ou Grimi? Tonel e Abel são apenas jogadores medianos. E com isto na defesa resta um Polga psicologicamente afectado e um Carriço que sozinho se limita a cumprir. Rui Patrício cumpre mas isso não explica Stojkovic, uma mais valia, encostado ao n.º4 da baliza. Tudo isto na defesa. Nem vale a pena falar num losango que todos os treinadores, adeptos e apanha-bolas já conhecem.
O marasmo que se instalou no clube provocou o completo afastamento da massa associativa que já era notória na última época. A inércia aliada à incompetência podem criar feridas que muito dificilmente serão sanadas num futuro imediato. Ainda há tempo para se salvar a época. Mas à que agir. E já agora acabar com o discurso do falta sempre qualquer coisa...

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